segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Afogando em um lago negro

Sonhei que estava em um mundo encantado como em um filme de fantasia. Lá eu entrava em uma bela floresta e encontrava um típico mago. Ele parecia com o Merlin do filme da Disney "A Espada era a Lei": longas vestes azuis safira, chapéu cônico também azul e uma corda dourada em volta da cintura fazendo as vezes de cinto.
O engraçado é que eu estava lá.
Explico: geralmente eu me vejo nos meus sonhos: vejo meu corpo, ou então não estou presente e participo da história somente como espectadora. Mas dessa vez eu era a personagem, como Harry Potter quando atacou o Sr. Weasley em HP5. É mais ou menos por aí.
Então, encontrei este senhor e ele parecia ser uma pessoa muito sábia. Me levou para conhecer o local: uma cabana grande e bonita. Não entrei, só olhei por fora.
Depois me levou em um lugar em que tinha um grande lago negro, parado, calmo, silencioso, sonolento, limpo... parecia um espelho negro.
Caminhando às margens desse lago, veio ao nosso encontro uma mulher loira, com os cabelos presos em um rabo de cavalo. Ela vestia uma túnica de mangas compridas (como aquelas que vemos em filmes sobre o paraíso), calça azul clara da mesma cor que a blusa. Ela estava grávida.
Veio se aproximando e tratou o mago com muito respeito. Ficou olhando fixamente para o lago, então o mago disse:
   - Pode entrar. Imaguin (nome fictício por que não lembro o nome do lago) te ajuda (sim, ele falava como se o lago fosse uma pessoa)
Ela então entrou correndo no lago e se jogou de barriga. No entanto saiu flutuando. Depois reparei na beira do lago, uma prancha de surf totalmente amarela estava flutuando a mais ou menos um palmo abaixo da superfície do lago, como se ela tivesse aparecido do nada só pra mim.
Encorajada pela atitude da mulher, fiz a mesma coisa que ela: me joguei de barriga no lago em cima da prancha e saí flutuando. era como se eu estivesse voando. Não me sentia molhada. Deslizava e passeava nas águas escuras do lago. O vento batendo no rosto.
Foi aí que a prancha escapou de minhas mãos e foi para longe de mim.
Então eu me vi afundando, primeiro devagar. Eu não conseguia me mexer, e ia afundando cada vez mais. Chegou um certo momento em que me desesperei e comecei a agitar os braços e ia afundando cada vez mais.
Nesse exato momento acordo com o celular tocando. Atendo e quem me responde do outro lado da linha? Meu namorado. Ele me salvou do "afogamento", assim como ele me salva sempre, como um herói de quadrinhos.

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