segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Crônica de amor - Arnaldo Jabor

Dedico essa crônica não só ao amor da minha vida, o Futuro Historiador Sr. Adriano Moreira, mas também à dois amigos que amo de paixão que estão passando por crises em seu relacionamento... espero que encontrem o caminho certo de suas vidas. Aconteça o que acontecer continuarei amando os dois como sempre amei.
"Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta. O amor não é chegado em fazer contas, não obedece à razão.


O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Você ama aquela petulante.

Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobil Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível, honesto existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, ta assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é!

Pense nisso"

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